segunda-feira, 26 de abril de 2021

Dia 26 de abril - Dia do Tropeiro da Lapa-Pr

 


“A LAPA E O TROPEIRISMO” – autoria: Valeria Borges da Silveira

“A Lapa,
Com seu patrimônio histórico tombado
E muito bem preservado,
Tem sua origem atrelada ao tropeirismo...
Os tropeiros pegavam a estrada
E transportavam gado
Do Rio Grande do Sul a São Paulo,
Abrindo caminhos, em um passado idealizado.
Fazendeiros – tropeiros, homens valentes, aventureiros,
Corajosos guerreiros....
Deixaram hábitos,
Arraigados, no dia-a-dia dos lapeanos...
Sua rica culinária, quirera, feijão tropeiro,
Paçoca e arroz carreteiro!
E a hora do chimarrão,
Significativo costume da população.
Matear e conversar,
Em volta da fogueira,
Tradição tropeira:
Confraternização, revigoramento, descontração...
Na minha família,
Com muito orgulho o “herói fundador”
Nhô Joaquim, na lida do campo, nos rodeios, nas festas.
No linguajar especial : alçado, arreio, capoeirão, rabicho, tirador.
Botas, poncho e chapéu.
Tropeiro do Paraná,
Pegava estrada ao Léo,
Procurando um bom lugar para pousar.
Tropeirismo é uma marca de identidade da Lapa.
Marca que deve ser valorizada.
Uma história cheia de encantos.
De gente que conquistou os quatro-cantos,
Dominando a política e a economia.
Cultura respeitada e preservada, que nos leva á nostalgia.”
*Imagem Internet
História do Tropeirismo (origem) – fonte: Brasil Escola
A descoberta das minas de ouro de Minas Gerais teve como uma de suas consequências a grande demanda de gado equino e vacum. Recorreu-se então aos muares xucros da região missioneira do sul, tocados pela estrada Viamão-Sorocaba, aberta em 1731.
Os tropeiros muitas vezes precisavam pernoitar em pontos do percurso esperando a chuva estiar, ou nível dos rios abaixarem; isso gerava a necessidade de estoque de alimentos, disponibilidade de ferramentas e materiais para acampamento. O fluxo constante de pessoas ao longo da rota somado à esses acampamentos criava oportunidade para estabelecer comércio, nucleando pontos de urbanização.
Inaugurava-se assim o ciclo das tropas na história paranaense, que se estendeu até a década de 1870, quando começou a era do transporte ferroviário. Numerosos habitantes dedicaram-se ao rendoso negócio de comprar muares no sul, inverná-los em seus campos e revendê-los nas feiras de Sorocaba. Foi essencialmente com a disseminação das fazendas de criação e invernagem que se fez a ocupação do território. Com base na propriedade das pastagens e no trabalho de escravos negros e índios, estabelecem-se as famílias que detêm o poder regional. Graças às tropas que se estabeleciam ao torno de alguns rios, surgiram municípios como Lapa, Ponta Grossa, Castro, Piraí do Sul e Jaguariaíva.
Em 1986 uma pesquisa considerou o tropeirismo como patrimônio cultural do Estado do Paraná.
Os museus, ou casas de cultura, também se destacam na salvaguarda da memória do tropeirismo. O Museu do Tropeiro - de Castro, Museu Histórico Municipal Desembargador Edmundo Mercer Júnior - de Tibagi e a Casa Vermelha, na Lapa são alguns Museus de destaque na história do Tropeirismo no Paraná.
História do Tropeirismo (Lapa-Pr)
A história da Lapa está atrelada ao tropeirismo.
Na antiga Vila do Príncipe, hoje nossa cidade da Lapa, no tempo em que foi fundada, em 1731, era uma grande campina, cortada por verdejante e por rumorejantes riachos de água, lugar ideal para descanso e pousada.
Os tropeiros nos deixaram um legado de imenso valor. Já na entrada da cidade, nos deparamos com o monumento ao tropeiro, obra do artista Poty Lazzarotto, que registra a história dos homens protagonistas da construção da cidade. Continuando, temos a Avenida Manoel Pedro, uma lembrança para uma geração mais remota, que vivenciou a Rua das Tropas ser tomada pelo barulho da tropeada.
Ao revisitarmos a história da Lapa, não há como negar a importância do tropeirismo na criação e desenvolvimento da cidade. Foram os tropeiros os precursores do progresso, foram eles que fecundaram este chão do qual nos orgulhamos. Somos herdeiros dos hábitos, valores, costumes, desses homens que lavraram estas terras com amor e coragem, nos colocando na rota de uma história que jamais será esquecida.
Ao se falar em tropeirismo e legado cultural deixado pelos tropeiros, precisamos lembrar que personagens ilustres contribuem e contribuíram para a construção da rica história da Lapa.
Entre os personagens que destacaram-se na história do tropeirismo, está a figura de David dos Santos Pacheco – o Barão dos Campos Gerais, o homem símbolo na história econômica e social do Paraná, na sua conjuntura tropeira do século XIX.
David dos Santos Pacheco, nasceu em 1810 na Vila do Príncipe, as margens do Rio Iguaçu, na antiga Fazenda Bom Jardim, posteriormente Fazenda Santa Amélia e hoje, Assentamento do Contestado. Era descendente direto dos fundadores da cidade: João Pereira Braga e Josefa Gonçalves da Silva.
Casou-se em 1844 com sua sobrinha Anna Francisca Pacheco de Carvalho, a baronesa dos Campos Gerais.
David dos Santos Pacheco foi um grande homem de negócios, teve grande importância na vida publica e política, foi empreendedor, com uma ampla visão das sociedades mercantis da qual participou e liderou. Um dos mais importantes tropeiros e negociantes de muares da Província do Paraná o que lhe deu projeção e posição ímpares.

"Sarau Virtual MULHERES POETIZAM"

 


Dia 25 de abril de 2021 - "Sarau Virtual MULHERES POETIZAM". Organização Isabel Furini e Grupo Poetas amigos de Isabel Furini .
Parabéns a organização!
Parabéns a todos participantes!!
Muito obrigada pelo convite e certificação!!!



"Presa" - autoria: Valeria Borges da Silveira

"Presa" - autoria: Valeria Borges da Silveira

"Agasalho-te com meus abraços,
Dançamos os mesmos passos,
Sonhamos os mesmos sonhos...
Esta paixão se tornou
Ardente e valiosa,
Abusou dos sonhos meus,
Alcançou o infinito,
Ao tocar os lábios teus...
Queria parar o tempo
E num raro momento
Ficar estacionada na sublime felicidade
Desfrutando do sentimento...
Vou fazer do teu corpo
O meu eterno paraíso,
Não dominar meus impulsos,
E que nunca te deixar seja preciso...
Flutuo nas ondas do teu corpo,
Fico imersa no oceano do teu olhar
E, quando percebo estou presa,
Pronta para te amar."