terça-feira, 25 de outubro de 2016

O Código Sutil do Mundo dos Negócios


Há um pouco de tudo na literatura sobre os negócios entre diferentes culturas. Desde pequenas gafes, que causam constrangimentos sem grandes conseqüências, a comportamentos que inviabilizam transações importantes.
Até poucos anos atrás, países e culturas mais distantes praticamente se desconheciam entre si e um único gesto podia causar crises diplomáticas.
Mas, na era da globalização as etiquetas já são levadas menos a sério. Assim, os tailandeses já não se sentem ofendidos se um estrangeiro inocentemente mostra as solas dos sapatos ao sentar-se. Nem os brasileiros se aborrecem com o tradicional gesto de ok de um americano menos avisado.
Contudo, desconhecer a cultura em que se pretende investir pode resultar em prejuízos bem concretos.
Quando o assunto são valores e normas fica bem mais complicado mover-se sobre a delicada linha que separa os homens em diferentes povos e blocos culturais.
Além da economia conturbada, o poder executivo centralizador e todo poderoso da maioria dos países costuma causar estragos e afastar “os negociantes”.
As empresas devem preparar contratos flexíveis para quaisquer eventualidades e possíveis alterações de curso, considerando que pode existir mercado comum na economia, mas é muito difícil uma cultura comum.
É preciso muito melindre nas negociações, até que se entenda o que o outro realmente quer dizer.

Texto de autoria de Valéria Borges da Silveira - todos os direitos reservados