terça-feira, 31 de março de 2015

FELIZ PÁSCOA!!!



O momento é de renascimento, o momento é de mudança! Páscoa é mais do que uma data, Páscoa é amor! Páscoa é esperança! Nessa época devemos ser como o sol a renascer todos os dias... Renascemos para a vida... Para um novo amor... Com um novo olhar para o desconhecido... Renascemos com as fases da lua... Renascemos para sermos felizes... Renascemos para brilhar como o sol e nos transformar como a Lua... nos auto-reeditar... Vislumbremos novas oportunidades... Que Deus nos conduza pelo melhor caminho... Que nossa jornada seja repleta de flores...

Valéria Borges da Silveira

domingo, 22 de março de 2015

Dia 22 de março - Dia Mundial da Água.


ÁGUA
Autoria: Valéria Borges da Silveira
Como uma voz que em segredo
Reza em momentos de mágoa,
Sai gemendo um fio d´água
Do coração do rochedo.
O sangue branco das águas...,
A água correndo...
Parece a ladainha amargurada
De alguém que está sofrendo...
Água...
Sangue vivo no rio,
Como em artérias,
Estuante, e pelos córregos azuis,
Pelos veios
A fecundar o corpo vivo e esquivo da
Terra,
A tumultuar,
No leito das areias...
Estás presente
Nas vasas deletérias
Onde a vida se perde,
Na decomposição do brejo verde,
Nos riachos do Brasil...


quarta-feira, 18 de março de 2015

Lançamento do Livro " Reticências"


Lançamento na Lapa do novo livro de Valéria Borges da Silveira, "Reticências":

Dia 25 de abril às 16:00h no Hotel Tropeiro da Lapa como parte da programação do Café literário do Festival Tropeiro da Gastronomia Paranaense, evento idealizado por Marcio Assad que conta com a parceria do Hotel Tropeiro da Lapa - proprietário Luiz Carlos Borges da Silveira.

Na foto abaixo Valéria Borges da Silveira em reunião na Faculdade Educacional da Lapa com o empresário Marcio Assad definindo a programação literária do evento. Valéria Borges da Silveira participará na organização do Café Literário.



Participem!

sábado, 7 de março de 2015

Depois da Tempestade


Depois das grandes tempestades em nossas vidas, 
às vezes, ao invés da bonança esperada, 
costumamos fechar a alma para balanço. 

E, por mais que digamos estar disponíveis ao diálogo, 
bem no fundo do nosso coração colocamos uma porta. 

E esta porta fica tão trancada que, 
se nós mesmos não a abrirmos, 
tornar-se-á quase que intransponível.
Como se nossa casa tivesse sido saqueada 
e o medo de que fosse arrombada de novo 
não nos deixasse viver sossegados. 

Visitantes cadastrados até poderiam chegar ao jardim... 
Mas passar da soleira, quem disse? 

E ficamos tantas vezes nos perguntando 
o porquê de ninguém se aproximar muito de nós 
se pensamos, numa atitude de bloqueio à verdade, 
que estamos dando espaço para que todos nos visitem. 

Fingimos não enxergar o letreiro luminoso 
de "passagem proibida" 
ou os cadeados enormes 
que colocamos nos portões 
e nos muros que erguemos ao redor de nós, 
porque é duro admitir que temos medo 
de mais experiências depois que 
uma, duas, três ou mil delas não deram certo. 

Mas se só as pessoas sensíveis enxergam esse bloqueio, 
e elas são cada vez em número menor, 
as não tão persistentes se afastam 
com medo de que soltemos os cães bravos em cima delas 
e as colocamos para correr. 

Não queremos saber de quem nos leia pensamentos 
e não pretendemos nos prender a nada,
embora digamos sempre o contrário
e saibamos que a falta das amarras 
num porto onde poderemos atracar quando estamos à deriva 
pode constituir uma bela teoria de liberdade, 
mas não nos gratifica, 
pois o ser humano não nasceu para ficar só. 

Nós, hoje, mal ou bem 
podemos escolher nossos amores e amigos. 
E que possamos escolher os melhores, 
e não os mais cômodos. 

Precisamos ter histórias para contar, 
sejam elas com finais tristes ou felizes. 

Precisamos passar por experiências 
que nem sempre são gratificantes, 
pois uma existência passada em brancas nuvens 
é uma existência sem frutos. 

Um dia, talvez, 
venhamos a entender melhor os mistérios da vida 
e, para chegarmos a um determinado ponto, 
muitas vezes teremos que passar por vários obstáculos. 

Mas, por mais que apanhemos, 
que nos escondamos para fugirmos da vida, 
de nós mesmos, dos machucados e rejeições... 
Tudo passa. 

A vida sempre seguirá dando voltas.
Tomara que saibamos aproveitar as ascensões 
para levantar quem estiver próximo de nós 
e as quedas para aprendermos a ser humildes. 

'Depois da Tempestade'- texto de autoria de Valeria Borges da Silveira