terça-feira, 9 de dezembro de 2014

CONTADORES DE HISTÓRIAS E AS EMPRESAS



Algumas empresas brasileiras tem contratado contadores de histórias, como uma forma de passar informação e através dessas contações de histórias as pessoas pensam, comunicam-se, tomam decisões, recordam o passado e imaginam o futuro. Essas histórias influem, comprovadamente, em atitudes, temores, desejos e valores. Quanto mais envolvidas em uma história, mas suscetíveis as pessoas estarão a modificações. Em outras palavras, histórias baixam nossa guarda intelectual (usada quando lemos argumentos factuais que nos deixam críticos e/ou céticos) e deslocam-nos para um plano emocional, no qual as defesas se enfraquecem. É tudo de que as empresas precisam em um mundo com competição demais e atenção de menos.

Áreas como recursos humanos, comunicação, educação corporativa, marketing são as principais que contratam os contadores de histórias. As empresas passam a “ideia” da mensagem a ser transmitida, em geral com gestão de conhecimento, formação de lideranças, congregação de um grupo em torno de uma missão em comum, explanação de valores da empresa, habilidades como capacidade de ouvir, criatividade.

E diante da sobrecarga de informação à qual as pessoas estão submetidas diariamente, acabam “achando” mais fácil poder confiar e confiam nas informações que recebem via “histórias”, pois cabe ao ouvinte decidir se vai acreditar no que é dito e se fará o que é esperado, isso porque as pessoas valorizam mais as conclusões às quais chegam por conta própria.

Quem é que não pára para escutar um conto bem contado?

Contar histórias que mostram o que funciona e o que não funciona, para saber agir quando está “sob pressão” ou quando está diante de um dilema ou problema. No decorrer da história uma transformação, quem se transformou? Como? Passando perspectivas de alguém que quer alcançar algo, mas tem dificuldades no meio do caminho, conseguindo uma resolução. Trazer histórias com conflitos reais, mostrando que existe um caminho, que este não será fácil, mas que as pessoas estão preparadas para superar os problemas.

Texto de autoria de Valéria Borges da Silveira

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