sábado, 26 de abril de 2014

HOMENAGEM AO DIA DO TROPEIRO E A HISTORIA DA LAPA

A história da Lapa está atrelada ao tropeirismo.

Na antiga Vila do Príncipe, hoje nossa cidade da Lapa, no tempo em que foi fundada, em 1731, era uma grande campina, cortada por verdejante e por rumorejantes riachos de água, lugar ideal para descanso e pousada.

Os tropeiros nos deixaram um legado de imenso valor. Já na entrada da cidade, nos deparamos com o monumento ao tropeiro, obra do artista Poty Lazzarotto, que registra a história dos homens protagonistas da construção da cidade. Continuando, temos a Avenida Manoel Pedro, uma lembrança para uma geração mais remota, que vivenciou a Rua das Tropas ser tomada pelo barulho da tropeada.

Ao revisitarmos a história da Lapa, não há como negar a importância do tropeirismo na criação e desenvolvimento da cidade. Foram os tropeiros os precursores do progresso, foram eles que fecundaram este chão do qual nos orgulhamos. Somos herdeiros dos hábitos, valores, costumes, desses homens que lavraram estas terras com amor e coragem, nos colocando na rota de uma história que jamais será esquecida.

Ao se falar em tropeirismo e legado cultural deixado pelos tropeiros, precisamos lembrar que personagens ilustres contribuem e contribuíram para a construção da rica história da Lapa.

Entre os personagens que destacaram-se na história do tropeirismo, está a figura de David dos Santos Pacheco – o Barão dos Campos Gerais, o homem símbolo na história econômica e social do Paraná, na sua conjuntura tropeira do século XIX.

David dos Santos Pacheco, nasceu em 1810 na Vila do Príncipe, as margens do Rio Iguaçu, na antiga Fazenda Bom Jardim, posteriormente Fazenda Santa Amélia e hoje, Assentamento do Contestado. Era descendente direto dos fundadores da cidade: João Pereira Braga e Josefa Gonçalves da Silva.

Casou-se em 1844 com sua sobrinha Anna Francisca Pacheco de Carvalho, a baronesa dos Campos Gerais.

David dos Santos Pacheco foi um grande homem de negócios, teve grande importância na vida publica e política, foi empreendedor, com uma ampla visão das sociedades mercantis da qual participou e liderou. Um dos mais importantes tropeiros e negociantes de muares da Província do Paraná o que lhe deu projeção e posição ímpares.


Texto de Valéria Borges da Silveira , publicado primeiramente em 2010, em homenagem ao Dia do Tropeiro que é comemorado no dia 26 de abril

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