terça-feira, 27 de agosto de 2013

A ARTE DE SABER VIVER EM HARMONIA – autoria Valéria Borges da Silveira


A falta de tato para resolver conflitos e tratar de assuntos com pessoas que têm idéias opostas, tem sido responsável por muitos desentendimentos e dissabores nos relacionamentos.
Por vezes, um problema que poderia ser facilmente resolvido, cria sérios rompimentos por causa da falta de jeito dos antagonistas.
O afeto, usado com sabedoria é uma ferramenta poderosa, mas pouco usada pela maioria dos indivíduos.
O mais comum tem sido a violência, a agressividade, a intolerância.
Existem pessoas que não gostam de mostrar sua intimidade e se escondem sob um véu de sisudez, com ares de poucos amigos, na tentativa de evitar aproximações que deixem expostas suas fragilidades.
Se em vez da força se usar o afeto, o aconchego, a ternura, a pessoa naturalmente se desarma e se deixa envolver, nem que leve algum tempo, por vezes até relativamente grande.
Às vezes a pessoa chega prevenida contra tudo e contra todos e se desarma ao simples contato com um sorriso franco ou um abraço afetuoso.
Mas, se ao invés disso encontra pessoas também predispostas à agressão, ao conflito, as coisas ficam ainda piores.
Como a convivência com outros indivíduos é uma realidade da qual não podemos fugir, precisamos aprender a lidar uns com os outros com sabedoria e sem desgastes.
A força nunca foi e nunca será a melhor alternativa.
Portanto, criar relacionamentos harmônicos é uma arte que precisa ser cultivada e levada a sério.
Basta lembrar dessa regra bem simples, mas eficaz: em vez da força, o afeto.
E tudo se resolve sem desgastes.

“De tudo o que fazemos na vida ficam apenas algumas lições:

A certeza de que estamos todos em processo de aprendizagem...

A convicção de que precisamos uns dos outros...

A certeza de que não podemos deter o passo...

A confiança no poder de renovação do ser humano.

Portanto, devemos aproveitar as adversidades para cultivar virtudes.

Fazer dos tropeços um passo de dança.

Do medo um desafio.

Dos opositores, amigos.

E retirar, de todas as circunstâncias, lições para ser feliz.”

 Texto "A ARTE DE SABER VIVER EM HARMONIA" de autoria Valéria Borges da Silveira.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

A Importância da Motivação- Autoria de Valéria Borges da Silveira




Antigo como a humanidade, havia um sentimento que não podia ser descrito em palavras... Durante muitos séculos este frenesi agitou o mundo, causou guerras e paz, fez casamentos nascerem e naufragarem, construções surgirem...
Motivação vem do latim motun, que, em português gerou moto, movimento. A palavra começou sua longa trajetória de mudança na Idade Média, quando foi criado o termo motivum, significando causa ou razão de um acontecimento. Transformou-se depois em motivar, expor os motivos, explicar as razões. E motivação, que é: despertar o interesse, a curiosidade, a atenção, o desejo, o impulso, o entusiasmo, o ideal.
A palavra veio atender a uma expectativa da sociedade de consumo emergente, fruto do pleno desenvolvimento da revolução industrial. Foi nesta época que as cidades se agigantaram, ganharam importância os meios de comunicação de massa, e os inventos se sucederam: apareceu o cinema, telefone, telégrafo, rádio, as ruas ganharam iluminação elétrica, surgiu o automóvel. As fábricas buscavam produção, produtividade e qualidade, e o mundo se transformou numa velocidade nunca antes vista.
Todos nós temos o potencial para adquirir conhecimentos, atitudes e novas habilidades. Com estas conquistas, podemos tomar decisões que alterem para melhor o nosso destino. A força propulsora deste processo é a vontade. Com ela, nossa possibilidade de aprender é ilimitada.
Todos nós temos momentos e sensações muito diversificados. Dias favoráveis, outros nem tanto. Decisões que nos levam adiante, outras apenas a atrapalhar, um desenrolar alternado de sucesso e fracasso...
Sempre devemos estar em busca de “algo mais” e isso também implica em motivação.
Devemos procurar nos preparar, ter uma sistematização de conhecimentos, atitudes e habilidades básicas para vencer os desafios.
Para onde queremos ir? Afinal, qual é o meu negócio?
Correr em busca de conquistas para ser feliz é primordial, mas também é importantíssimo estabelecer uma direção em busca da felicidade.
A vida, a todo momento solicita a tomada de decisões. Lembremo-nos, a escolha é sempre nossa, assim como o resultado é de cada um.
Procuremos fazer a vida mais feliz, nunca deixando de sonhar e de ter “verdadeiros motivos” de acreditar que os sonhos se tornarão realidade...

Texto de autoria de Valéria Borges da Silveira.

domingo, 11 de agosto de 2013

"Homenagem ao meu pai"



Pai, tantas coisas eu queria te dizer...
Cresci ao teu lado,
mas nem sempre consigo demonstrar
o quanto é importante para mim...
O quanto te amo, te admiro,
o quanto é especial na minha vida,
no meu dia-a-dia.
Um homem inteligente, que soube conquistar seu espaço.
Ser humano de valor.
Homem de origem simples
que por seu esforço e dedicação se formou
e conseguiu se tornar um ícone em sua profissão.
É mestre em bons projetos e
socialmente falando um exemplo de dignidade...
Pai exemplar,
marido apaixonado,
profissional idealista,
idealizador, protagonista de tantos feitos...
Um pai consciente do amor que tem para dividir...
Um pai amigo, 
sempre pronto para ouvir!

Feliz dia dos pais. Te amo! obrigada por tudo...
Sua filha Valéria

"Homenagem ao meu pai' faz parte do livro "Tantos Eus" de Valéria Borges da Silveira, pág 23

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

" Jardim Encantado"


Mergulhei em teu mundo...
Em sonhos e poesias aprofundei
minha fantasia...
Me apaixonei por teu sorriso e teu olhar,
me entreguei ao teu jardim encantado,
aprendi a te decifrar.
Toquei com harmonia teus acordes...
Em teus braços me realizei,
não posso mais deixar de te amar,
com teu carinho sempre sonhei...


"Jardim Encantado" poesia de Valéria Borges da Silveira, Livro "Tantos Eus' pág 42


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Nossa Identidade Cultural - texto de Valéria Borges da Silveira



Na era do conhecimento, não há como ignorar ou bancar o ingênuo diante da multifacetada Educação no Brasil.

Vislumbram-se os passos desencontrados da trajetória histórica do processo educacional em nosso país. A aculturação ou exclusão dos povos indígenas, os modelos importados e impostos pelos diferentes grupos e instituições colonizadores de todos os naipes, as elites, a Igreja, o Estado... E, associadas ao processo histórico, as peculiares configurações regionais, dentro das quais e entre as quais ainda têm peso expressivo os estereótipos, os preconceitos, a discriminação.

Fica sempre a questão da nossa identidade cultural, da nossa identidade como povo, dos traços que marcam nossos limites, mas apontam também nossas possibilidades.

No Brasil, desde o descobrimento há uma dependência da cultura de outros países. Um processo de aculturação, que continua até hoje no nosso inconsciente coletivo. A maioria acha que tudo que é bom sempre está fora do Brasil.

Hoje, fala-se em interdisciplinaridade, em educação cidadã. A educação melhorou, mas ainda é preciso mudar mais, pois ainda hoje continua um processo de alienação. Já existe um movimento diferente para fazer reflexão nas salas de aula, usar recursos tecnológicos, como um vídeo que traga a realidade, uma música, uma pesquisa, diversificando para que possa construir o nosso jeito de pensar, sem esquecer o fenômeno social que está acontecendo ao lado.

Os problemas de identidade cultural influenciam diretamente algumas pessoas, que não “aprendem a pensar”. A idéia é que as pessoas aprendam não apenas a ler e escrever para reproduzir, mas que aprendam para que possam refletir e agir sobre situações do dia-a-dia. Situações que estão relacionadas com a comunidade em que vivem, como o lixo que foi jogado no rio, o supermercado que está cobrando muito caro. Devem aprender a ser cidadãos.

A leitura é o grande recurso para tarefas mais árduas. Porque a leitura aguça nossa sensibilidade, percepção de nós mesmos e dos outros, problematiza a linguagem e as facetas do mundo, ilumina as cenas do mundo, para que possamos ao menos entender que as respostas são possíveis e dependem de nosso empenho.

As mais variadas fontes de informação nos levam a um maior conhecimento, esclarecimento e não dão espaço à alienação, “marca registrada” na nossa sociedade.

A História é tarefa nossa, o mundo não está pronto, há muito o que fazer. Podemos mudar nossa natureza, deixarmos de ser condicionados, mudarmos nosso meio existencial, nosso canal, nossa forma de ser.

Desse choque com novas realidades, novas descobertas, aprendemos nova modulação para nosso ser e nosso estar no mundo.

Entre o grande mundo e nós há paredes que nos impedem de ir além do que alguns querem. Compete-nos superar essas paredes, modular a vida segundo nosso desejo de crescer.

Valéria Borges da Silveira